Os intelectual e a cultura popular

Os intelectual demora pra pegar gosto nas coisa do povo. Isso desde os tempo das Arábias que era assim. O povo contava história da Sherazade e os intelectual escrevia poesia que hoje ninguém lê. Agora os intelectual gosta de Sherazade, traduiz, escreve livro, coisa e tal. Bota as nota de rodapé que eles gosta.

Devia de falar da Sherazade que nem que hoje fala do Huck. Que aliena. Então assim de cara eles fala mal. Depois toma um gostinho. Espia. Diz que até que não é tão ruim. Espia de novo. Até ri, até gosta, mais justifica o gosto que é pra entender o povo sofrido.

Aí num sei o que dá que toma gosto mesmo. Bota no jornal crônica de futebol, os amigo lê, gosta, “legitima a cultura popular” como eles diz. Vô te falar, aí sai coisa bonita. Quando eles encontra a cultura do povo sai coisa bonita mesmo. É a lua de mer do intelectual com o povo, os dois gosta. Chiquinha Gonzaga. É quando é bão.

Depois da lua de mer não é tão bom, mas continua casado, pois casô. E casô casô. Aí os intelectual escreve livro inteiro do futebol, das novela, até dos recrame escreve. Ichi, livro inteiro. Uns livro é bão? Uns livro é, livro sempre é bão. Mas aí pubrica livro de Star Treck, e mais livro de novela, e dá curso na facurdade de seriado americano, e aí coitada da Sherazade ninguém mais quer saber nada dela que virou coisa da elite. Se for pelos intelectual, nesse ponto, a Sherazade já era degolada pelo Sultão que nem um porco.

Aí começa a escrever livro sobre os intelectuar que escreve crônica de futebol. Nisso os torcedor nos estádio se matando, as obra pública super faturada e o intelectuar escrevendo livro sobre os intelectuar que escreve crônica bonita de futebol. Aí, nas linguagem do intelectuar, “é que se inicia a decadência de uma relação proveitosa entre as manifestações culturais populares, ainda que alimentadas pela indústria contemporâea, e as ferramentas de análise sofisticadas, ainda que em posse de uma elite que se apropria das instituições de produção de saber.”

Do nada assim os intelectual dá pra trás, vê Chaves e desce o couro no Chaves. Por que que desce o couro no Chaves assim do nada ninguém explica, mas desce. No Chacrinha não, que o Chacrinha, ó.

Na novela também não. Que já feiz tese, já orientô, já criou programa de pós graduação em Malhação, já pediu verba do governo, já foi inté pro exterior falá. O Chaves é uma coisa dessa gentalha mesmo, mas os programa de auditório precisa examinar as condição cultural do país. Se usá o Bourdieu pra entender isso fica tudo embaralhado, que como é que vai explicar que Chacrinha dá status e Chaves não? Bourdieu explica não.

Só se usá o Faoro, doutor ou doutora.

 

 

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