Um passeio no Einstein

Hoje não tem muito o que falar. Queria ter tirado o dia ontem para ver os jogos, mas só deu pra ver um tiquinho da natação, ver a Adriana nadar, e um restinho do Brasil x EUA no futsal à noite. Vida de voluntário é fogo. Primeiro a natação: os tempos não eram incríveis, na maioria. Alguns tempos legais, mas não em todas as competições. De qualquer forma, é bonito de ver! O gozado são os nomes. Daniel Feldman, da Venuzuela. David Rottemberg, do Peru. (Estou inventando.) E assim por diante. Estados Unidos, Brasil, Canadá, os nomes são idênticos, muito gozado. Só mudam as raias mesmo.

Falei um pouquinho com o atleta paraguaio, com seu chimarrão ao lado, que ia nadar no revesamento brasileiro, e que já participou das Macabíadas em Israel em outro esporte, acho que atletismo… Captura bem o espírito dessa competição, imagino. Não importa muito como você participa, o importante é estar lá. Essa coisa de modalidade, nacionalidade, é secundário. E depois me chamaram para ajudar num atendimento médico. Nada grave, poderia ter sido tratado no clube, mas taca a tropa toda ir ao Einstein. Tropa toda mesmo: socorrista, médico, enfermeira, membros da delegação, nem cabia o paciente! Ai já no pronto-socorro esse socorrista, falando um português com um sotaque indefinível, começa a fazer propaganda da empresa dele, que está se expandido. E eu tentando entender os procedimentos e traduzir. Gente demais.

Enfim, hospital. Exames, esperas, médicos, aquela coisa. O pessoal muito atencioso, o hospital é supimpa mesmo. Os médicos todos devem saber inglês, o pessoal de enfermagem e técnico aos poucos terão que saber. Legal. Em hospital, vocês sabem, o tempo passa de outro modo. Então às 3:30 percebi que não tinha comido nada, e fui traçar uma empadinhas no lobby do “shopping”, como disse o pai da Renata uma vez: “Nunca estive nesse shopping.” Aí dei de cara com uns americanos, fiquei preocupada, o que houve? Por que vocês estão aqui? “Estamos no tour judaico, o Einstein é parte.” Rimos. Só judeus para colocar um hospital no tour. Será que vão pra Vila Mariana também? É legal.

Mas o hospital realmente é impressionante. A máquina de raios-x parece uma coisa de ficção científica, nunca tinha visto. Lê até a sua alma, dependendo do ângulo. Voltei exausta para o clube, pois apesar de não ter sido nada, sempre é um stress. A Renata com aquela fofura da Luba estava no sushi. Conversamos, ela me disse que Macabíadas sempre foram caras, por isso nós não fomos para Israel na época da natação. Almo-jantei no restaurante dos empregados, estou curtindo ser empregada. Você vê o mundo de outro modo, aprende a ser tolerante, aguenta desaforos com uma certa superioridade, não sei bem explicar. Se sente, paradoxalmente, uma pessoa melhor. Vi o jogo desses dois países que amo, Brasil e EUA, até onde vi estavam empatados, basquete. disputando ponto a ponto. Brasil fez cesta de 3, e peguei o carro.

Acabei o dia num encontro sobre “Open Knowledge”, de uns amigos do Twitter, uma rapaziada que quer introduzir o conceito aqui no Brasil, muito legal. Não entendo muito bem quem fala da alienação e consumismo atual dos jovens de hoje, pois no fundo eu os invejo, estão fazendo coisas tão bacanas! Projetos sociais, ativismo político, mil coisas. Os ingleses pediram um pizza de javali. Ah, era tudo o que eu queria, um javali!

Ouvi dizer que uma equipe foi ontem até esse jogo beneficiente no Morumbi, que apareceu na TV hoje pela manhã. Fiquei contente. Legal que eles também estejam curtindo essa cidade incrível que é São Paulo, além dos muros da Hebraica.

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