Most bizarre meeting ever

Cara, num entendi nada da reunião. Ainda bem que veio uma orientando me perguntar agora como faz para continuar a monografia, sobre Twittando o Irã, então falei um pouco de Raymond Williams, de Geertz, e aí as idéias foram entrando no lugar.

Então tentar dar aula é trair os alunos? Eu me precupando se vão ter grana para pagar seguro saúde e aluguel, e isso é trair? Ser solidário é contar a ação política como aula dada? Imagine um governante que dissesse isso para os cidadãos: “Olha, eu acho que essa discussão toda sobre o meio ambiente é muito instrutiva. Então considero as águas do golfo limpas. Estão todos de parabéns!” Por sugestão do meu irmão, não falei nada na reunião. Mas não foi só por isso não. Eu fiquei realmente perdida. Não encontrei um gancho para entrar.

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7 respostas em “Most bizarre meeting ever

  1. A greve em si, de forma contundente, não. Apenas se discutiu formas de lidar com a reposição. Dois professores apenas, numa reunião cheia, questionaram a greve uma vez que atrapalha o ensino e não leva a nada. Mas a idéia geral era de que não deveríamos fazer nenhuma pressão pela volta às aulas, e sim conversarmos com as lideranças estudantis. Pode parecer bizarro, e eu posso ter compreendido tudo errado, mas foi isso o que entendi. O problema foi a fragmentação da categoria, pois havia gente em greve e outros não.

  2. O pobrema é que essas reuniões são muito disruptives. Exaurem. Acordei pensando: como assim, a expansão de cursos e vagas vai se dar à custa dos funcionários? Vai se dar à custa do aumento do emprego, renda e consumo dos paulistas, que já preocupa o Fed (veja o Blog do Pait). Como assim, os alunos não tem diálogo com os professores? Não tem espaço para debate? Então vamos repensar o currículo; esse é o problema. Querem que atividade política conte crédito? Então vamos oferecer uma disciplina em que os alunos possam debater suas várias atividades políticas, refletir sobre o que funciona ou não, escrever, serem orientados. Mas não uma atividade sindical específica, pois isso não é ensino. Como assim, a culpa é do Sintusp? Não, quem dirige a faculdade somos nós, nós é que falhamos como liderança, o Sintusp pode se aproveitar disso, mas ele não é causa.

  3. bom, se a questao te incomoda tanto assim, eu volto à minha solucao original: dê suas aulas, mesmo que sejam no corredor, dê falta para quem nao aparecer. e/ou se enfronhe nessas reunioes, diga o que vc acha. mas eu acho que há outras questoes envolvidas. sobre o papel do professor, e o papel do aluno. especificamente, professores que agem como alunos, que acham que as regras acertadas entre os professores nao valem para eles. mas aí já estamos em outro debate, para um outro momento.
    abs
    sgold

  4. sobre o papel do professor, e o papel do aluno. especificamente, professores que agem como alunos

    Essa é a questão central. Por isso talvez isso me incomode tanto.

    ps. Obrigada, Serginho. Valeu uma sessão de análise, R$ 180,00.

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