Ich bin Brüno, dove of peace

O melhor do Brüno é o modo como cheguei lá: peguei o elevador da cobertura até o metrô, subi até a Paulista e em 15 minutos total estava no cinema. Paguei meia entrada. Enfim, vivo num agrupamento humano que posso chamar de cidade.

Achei que ia adorar, me matar de rir. A cena do Brüno num desfile de moda vestindo um macacão de velcro foi realmente gozada. Umas outras também. Mas nada que chegasse perto do Borat. Não que Borat seja melhor, acho que eu que mudei. Borat era a gozação de um estereótipo. Brüno me pareceu muito real.

Entre um filme e outro vi que a busca desenfreada pelo sucesso não é piada. Vi que aqueles agrupamentos em torno de identidades bestas não ficaram tão pra trás assim. Então não ri muito com o Brüno buscando uma causa como quem compra um carro novo. Me doeu. Eu vivi isso.

Adorei a cena com os árabes e os judeus. E depois com o guerrilheiro. Estão mais longe, não sei o que é verdade o que não é, fica “quaint” ver os dois primeiros concordando que homus é bom e o último se segurando para não perder a calma.

Saí de lá pensando que a gente não pode deixar esse cara (Borat diria: esse judeu) vir fazer filme no Brasil. Não pelo que os outros vão pensar de nós, para os outros tudo vai ficar engraçado e fofinho. Mas pelo que a gente, que se conhece bem, vai ver na tela.

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