A Borduna Democrática

Imagine que em 1986, se não me engano, entrei numa chapa para a UNE, também se não me engano, com os colegas da FEA do último ano, cujos nomes escapam inteiramente de uma memória que os americanos talvez dissessem “overstretched”.

A chapa, tenho absoluta certeza, se chamava “A Borduna Democrática”. Era no tempo do Sarney.

Sei que você é um leitor amoroso e perspicaz. Tenho vontade de deixar o texto aqui, pois você já entendeu tudo.

Mas explico: Numa escola como a em que dou aula, que é feita à imagem e à semelhança daquela onde você dá aula, ou ao menos teve aulas, só na base da borduna mesmo é que o povo compreende o que é democracia.

Na base do diálogo eles te demolem. Tem que ser firme, bordunamente.

Eu adorava esse nome, “A Borduna Democrática”. Mas para entender, levei 20 anos.

Vaz era um dos colegas, lembrei.

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